Questão de pele... (minhas tatoos)

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12 outubro, 2011

Que seja feliz...hoje, amanha e depois!

Ao meu ver, uma significativa parte das crianças do Brasil passam por dificuldades quanto ao seu enfrentamento que envolve política econômica, educacional, social e da saúde.
Um cenario complexo, permeado de necessidades basicas à formação integral desses pequenos, se faz necessaria para que possamos ter refletido amanha, uma sociedade mais justa e coesa.
Enquanto alguns comemoram o dia de hoje com presentes, abastados de felicitaçoes, muitos nao contam com o minimo para serem considerados cidadãos dignos.
Gostaria de salientar neste 12 de outubro, um tema que creio ser oportuno para nossa sociedade: O trabalho infantil.
O fenômeno do trabalho infantil, até a década de 80, não era reconhecido como negativo pela sociedade brasileira, persistindo a concepção que o "trabalho é solução para a criança". Para a elite o trabalho infantil consistia numa medida preventiva, enquanto que para os pobres era uma maneira de sobrevivência.
A criança trabalhadora era sinônimo de virtude, e aprender a brincar, divertir-se e vivenciar o caráter lúdico e contemplativo de algumas atividades, era perda de tempo.
Ao longo dos anos, muitas concepçoes referentes ao tema foram se aperfeiçoando, e uma releitura mais humana, foi se estabelecendo em nossa sociedade.
Infelizmente, apos tres decadas de discussoes, a estrutura teórica pode ser considerada utopica em muitos aspectos.
Na década de 90, a partir da "Constituição Cidadã", que trouxe a prioridade absoluta de atendimento à criança e ao adolescente, lançaram-se os alicerces para a substituição do antigo Código de Menores pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O trabalho infantil passou, então, a ser questionado e encarado como um problema a ser superado; porém convencer os grupos sociais excluídos economicamente e sensibilizar os segmentos mais favorecidos, ainda constituem grandes desafios para o enfrentamento do problema, principalmente em razão da colonização brasileira e a cultura das populações tradicionais, com seus mitos, tradições e
costumes.
Mas ainda hoje, após a criação do ECA ,esforços são empreendidos, o trabalho infantil continua existindo, incomodando ou não a sociedade.
O imaginario de nobreza intimamente relacionada ao trabalho, deve (ao meu ver) ser cuidadosamente expressada qdo referida a adultos. Pois vivemos num pais sem oportunidades. O que dizer qdo referidas às crianças?
Espero termos nosso olhar moldado qto as reais necessidades da infancia.
Enquanto pedagoga, almejo que o respeito, e a formação holistica das crianças, possa acontecer de maneira critica e respeitosa.
Desejo às crianças de hoje um dia feliz, repleto de condiçoes dignas para um futuro permeado de oportunidades.
Desejo isso hoje, amanha e depois...
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Gostaria de finalizar o post de hoje com um video produzido pela minha amiga Mari Ltts com a colaboração dos membros do grupo MUSICA que fazemos parte no Facebook.
Espero que gostem...