Questão de pele... (minhas tatoos)

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30 abril, 2012

Reflexão 1º de maio


 O 1º de Maio é um dia histórico dos trabalhadores em todo o mundo, marcado por inúmeras lutas e conquistas para diversas classes, e para a sociedade de modo geral. É necessário resgatar essa história e fazer do 1º de maio um dia de organização e luta dos trabalhadores!  Enquanto a mídia ignora seu significado histórico e celebra esse feriado, parabenizando os trabalhadores, mais um ano quero propor uma reflexão que vá além  das centrais sindicais que organizam comemorações e festas sem visão crítica ou  sem a minima busca por transformação.
Presencio muitas pessoas com discursos egocentricos de valorização e paixão pelo trabalho.
Confesso que por inumeras vezes reproduzi a famosa frase: vestindo a camisa!
Mas será de fato que o vestir a camisa, nos isenta e nos fazem neutros diantes das condiçoes trabalhistas, da valorização profissional e do respaldo financeiro do ambito de trabalho?
Frases do tipo: dou meu sangue pela empresa, visto a camisa, meu trabalho e meus colegas são minha segunda família, me fazem refletir sobre como romantizamos o dia a dia de um trabalhador e nos esquecemos dos seus direitos enquanto cidadão.
Essa semana ouvi de uma pessoa que esta deixando o emprego que estava ha 4 anos (diga-se de passagem, sem valorização profissional alguma, sem respaldo salarial digno e sem o minimo de pretensão de plano de carreira, trabalhando feito uma mula) que sentiria falta do gerente que era como um irmão para ela.
(Silencio para não dizer palavras improprias....)
Acho um absurdo, pessoas misturarem o bom convivio com afetividade no ambito profissional.
Eu particularmente, trabalhei num mesmo colegio durante 10 anos da minha vida, e os amigos quase irmãos, se tornaram meros conhecidos. O chefe que era considerado um amigo, se tornou um empresario com interesses e ambiçoes proprias, sem muitas relevancias afetivas e pessoais.  Guardo um carinho bem singelo dos anos que vivi junto a empresa, contudo, hoje busco deixar as consideraçoes antigas, mantidas estritamente pela força do convívio daquela epoca (pois não tenho contato com nenhum cristão que ali trabalha).
Sem pesares, foco nos meus interesses enquanto beneficiada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.
Ano passado, refleti nessse espaço sobre a dignidade e a oportunidade de possuirmos um trabalho.
Este ano, quero refletir sobre ate que ponto de fato vale a pena uma dedicação acrítica, não consciente que ultrapassa seus valores pessoais e seus direitos quanto cidadão.
Tolerancias em demasia com relação as necessidades da empresa, caracteriza um maternalismo inutil, pois a permissividade do trabalhador em aceitar sempre "quebrar um galho"  "dar uma maõzinha" e coisas do tipo, nao o valorizará profissionalmente. Antes, o autoritarismo maquiado de cordialidade se instaurará até o momento que o trabalhador (por necessidade da empresa ou não) será substituido por outra mão de obra.
Nesse primeiro de maio, desejo que possamos ser mais conscientes, e que nos convençamos que infelizmente nossa sociedade gira numa engranagem chamada capitalismo. 
Daí entao, a necessidade de papeis claros para se exercer os direitos e deveres enquanto trabalhador.
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Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff - Dia do Trabalho 2012

15 outubro, 2010

15 de outubro, dia do mestre. Que mestre???


Acredito que o acesso desordenado a algo, acaba por comprometer a qualidade de qualquer ambiente formador. Vejo isso como um fato!
Com isso a educação no Brasil, vem ha anos tendo sua qualidade comprometida por varias caracteristicas, dentre elas (ao meu ver) o facil acesso a profissionalização docente.
Nossas escolas vem formando analfabetos funcionais, e estes adentram em universidades sem quaisquer criterios para uma formação qualitativa, politizada e consciente.
Hoje 15 de outubro, Dia dos Professores, páro e reflito sobre minha opçao profissional, sobre os professores que passaram por minha vida, sobre as posturas dos meus colegas de trabalho e acima de tudo isso, sobre o sistema q nós professores estamos submetidos.
O lamentavel, é que muitos de nós estamos contentes e acomodados com esse autoritarismo cordial que o sistema nos submete, alem do contentamento com as esmolas de um governo que dita regras, nos engessa e nos gratifica ao termino do ano letivo.
Sinceramente, nao sei se parabenizo minha categoria profissional pelo dia de hoje, ou se lamento a falta de formação digna, valorização e respeito à nossa classe.
Sempre trabalhei em instituiçoes privadas de ensino. Confesso que almejei sair da sala de aula, para ajudar na formação docente com a visao e bagagem que trazia comigo sobre uma educação libertaria e transformadora.
Qdo me deparei "do lado de lá da mesa", vi o quao dificil era propor mudanças à profissionais sem perspectivas,desmotivados, que trabalhavam durante tres periodos e a maior parte deles em escolas distintas.
No entanto, prossegui. Ora tendo meus gritos abafados pelo sistema, ora agindo como a historinha babaca do beija flor q levava agua no biquinho p apagar o incendio.
Digo babaca, pois acredito na mobilização de um todo, do trabalho em equipe, de luta coletivas pelos mesmos ideais.
Em meu conceito, essa postura de "ao menos faço minha parte", é tola e insuficiente. Devo sim fazer minha parte, contudo, se nao conseguir contagiar meu proximo com minha motivação, em vao sera o meu trabalho.
Enfim, creio que nós profissionais da area da educação, seja em que instancia for, precisamos parar no dia de hoje, e refletirmos com a seria decisão de uma pratica consciente, diferenciada, transformadora.
Acredito na busca pessoal, não acredito no assistencialismo, acredito na força da opiniao, não acredito nos beneficios do sistema.
Afinal, o que almejamos?
Salario na conta ao final do mês?
Um pensamento muito raso pra quem forma opinioes...
Ainda assim, FELIZ DIA DOS PROFESSORES companheiros!