Questão de pele... (minhas tatoos)

13 maio, 2012

Procura-se um namorado



Navegando por entre alguns sites de noticias, encontrei  na primeira página do yahoo, uma matéria sobre uma moça de 24 anos, arquiteta chamada Camilla, que estaria a procura de um namorado "sério" através da internet. 
Resolvida e disposta a dar outro rumo à sua vida amorosa, resolveu criar um blogg para quem sabe selecionar um pretendente ao gosto de suas exigências!
A principio achei uma grande bobagem, pois tenho certeza que essa ideia se iniciou de uma grande brincadeira entre amigos.
Ao visitar seu blogg e ver seu vídeo de apresentação, comecei a refletir o quanto algumas pessoas se expõem gratuitamente  sem mensurar as "consequências" que isso pode trazer a sua vida pessoal.
Assuntos como esse (na minha insignificante opinião)  são mto pessoais  e especiais para serem tratados como uma banalidade entre amigos, expostas numa rede social.
Sou muito convicta que internet é terra de ninguém , por isso tudo se torna muito mais complicado de encontrarmos "culpados" para algumas posturas.
A poucos dias,  presenciamos em diversos sites, revistas e outras mídias sobre o caso das fotos pessoais e intimas da atriz Carolina Dickeman.  
Existem algumas coisas que sinceramente não me cabem ao entendimento. As pessoas estão se expondo cada vez mais, sem criar a hipótese de que qdo nos expomos, perdemos o controle da proporção que nossas próprias permissões podem causar.
Antes de pensarem que não acredito em relacionamentos que se iniciam  através da internet , ou de redes sociais, quero deixar claro e cristalino que não é verdade.  Espero mesmo que a tal moçoila tenha êxito em sua busca por um namorado serio, distinto e de boa familia como a mesma menciona em seu site.
Contudo, achei de uma relevância imensa, o comentário de um rapaz que postou comentando a apresentação no site da arquiteta. Acredito que deveríamos refletir sobre seus apontamentos.
Antes de postar o trecho da analise do rapaz, mostrarei o video da Camila.  Se a ajudarei ou não abrindo mais um veiculo de divulgação para sua busca, nao sei!!! rsrs
Mas aqui esta:

"É interessante perceber como, atualmente, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade para lidar com as consequências de suas escolhas. Sim, vivemos uma concreta crise no senso de responsabilidade, em que muito se escolhe e pouco se quer arcar com as consequências do que se escolhe.
É notória a necessidade manifestada por muitos de, consciente ou inconscientemente, sempre procurar culpados para justificar os próprios sofrimentos, não aceitando que estes, muitas vezes, são diretas consequências das más escolhas que nós fizemos em nossa trajetória pela vida.
É muito mais fácil culpar a alguém por nossos infortúnios – principalmente a Deus –, contudo, ancorado em tal prática o coração nunca poderá verdadeiramente crescer, pois ficará encarcerado em um imaturo – e infantil – sistema de autodefesa e justificação, que retirará do ser toda a responsabilidade pelas escolhas realizadas, fazendo-o descarregar sobre os outros as suas consequências.
Precisamos, mais do que nunca, aprender a arcar com as consequências de nossas escolhas, sabendo que somos os reais protagonistas de nossa existência e que esta só poderá acontecer com qualidade, se por ela (qualidade) decidirmos em cada fragmento que compõe o nosso todo.
Faz-se real em nosso tempo a necessidade de fortalecer a própria vontade. Sim, de resgatar a capacidade de escolher com clareza, tendo diante de si a consciência concreta das consequências do que se escolhe. Nossa vontade precisa ser forte, pois só assim ela poderá acontecer com liberdade e segurança, sem ser condicionada por vícios e más paixões que a deixem opaca e fragmentada.
A maturidade só poderá fazer-se presença na história de quem tiver honestidade o bastante para lidar com as reais consequências do que escolheu, pois, ao contrário, a infantilidade será uma contínua companheira que fará o olhar – sempre e em tudo – contemplar a vida sob uma ótica imprecisa e autopiedosa.
Diante disso, acredito que os pais precisam permitir aos filhos enfrentarem todos os sofrimentos causados por suas más escolhas, pois, se os ausentarem disso, eles nunca conseguirão crescer e acabarão aprisionados a uma intensa imaturidade: mimados e sem uma reta consciência das consequências daquilo que na vida eles realizaram o ofício de escolher.
Sentir o peso das próprias escolhas é profundamente pedagógico e formativo para toda e qualquer pessoa, é experiência que nos faz mais autônomos e livres, para assim podermos nos construir com responsabilidade e consciência, como autênticos seres humanos.
É extremamente necessária esta compreensão: Muito em nossa história dependerá de Deus e dos outros, contudo, muito também depende somente de nós e das escolhas que fizermos e, culpar os outros pelo que em nossa vida não é tão bom não eliminará definitivamente as dores e problemas que configuram nossos dias.
Enfrentemos nossa história e suas consequências sem medo, e, aprendamos com os erros passados a verdadeiramente construir as vitórias e realizações que o futuro reserva para cada um de nós."

06 maio, 2012

Marcha das Vadias


Ainda refletindo para uma coesa opinião pessoal , não sobre a relevância, mas sim sobre a maneira com que tais mulheres reivindicam seu espaço na sociedade. Não quero estabelecer (ainda) opiniões próprias sobre tal assunto. Tenho pesquisado e me informado sobre a historia desse movimento, antes de abraçar mais essa causa.Contudo, abro meu blogg, para que seja mais um veiculo de propagação e de informação sobre esse manifesto. Que possamos nos abster de preconceitos e moralismos culturais ou religiosos, para analisarmos de fato a importância (ou não) desta marcha.
De modo bem sucinto, aqui esta um pouquinho da origem desse manifesto, assim como algumas fotos da um tanto polêmica: Marcha das Vadias.


A Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo.A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã.
Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. Dai então o policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que "as mulheres evitassem se vestirem como putas, para não serem vítimas".
O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto.
Já ocorreu em Toronto, Los Angeles e Chicago, Buenos Aires e Amsterdã,dentre outros lugares.
No Brasil já ocorreu em São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas entre outras.
A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez. 
Após o anúncio do evento com a criação de uma página no Facebook, mais de 6000 pessoas confirmaram presença no evento. No entanto, diferentemente das versões em outros países, somente cerca de 300 pessoas compareceram, de acordo com a contagem da Polícia Militar.
Neste mesmo ano iniciou-se a manifestação no Recife e Brasília. 

De acordo com a antropóloga Julia Zamboni, o movimento é feito por feministas que buscam a igualdade de gênero. “Ser chamada de vadia é uma condição machista. Os homens dizem que a gente é vadia quando dizemos 'sim' para eles e também quando dizemos 'não'”, afirmou.“A gente é vadia porque a gente é livre”, destacou.
No Brasil, a marcha também chama atenção para o número de estupros ocorridos no país. Por ano, cerca de 15 mil mulheres são estupradas.







Na vés­pera da mar­cha bra­si­leira, em entre­vista à Revista O Grito!, Solange De-Ré con­tou sobre suas ideias e, claro, sobre a Marcha das Vadias.


“Vadia” não é uma pala­vra muito forte?
É. Mas que­ría­mos tra­du­zir a SlutWalk para o por­tu­guês. Quisemos ir a fundo no sen­tido e uti­li­zar a pala­vra que mais tinha a ver com o nosso idi­oma e repre­sen­tava o que mui­tos bra­si­lei­ros acham das mulhe­res que se ves­tem de forma mais pro­vo­cante: umas vaga­bun­das acéfalas.




Quais as prin­ci­pais ideias que a Marcha defende?


Defende que a mulher, inde­pen­dente de como se veste, merece res­peito. Devemos aca­bar com essa cul­tura da vio­lên­cia à mulher, da culpa pelo estu­pro. E tam­bém a opres­são. As pes­soas ficam ini­bindo as outras por causa do pre­con­ceito. Se, por exem­plo, uma guria usa um ves­tido mais colado e a outra já sente ciúme do namo­rado e chama de vadia. Temos de repen­sar isso. Reconsiderar os nos­sos jul­ga­men­tos, até para mudar nossa pos­tura. Só temos de res­pei­tar, aí, o limite do aten­tado ao pudor [risos].


Como você defi­ni­ria a Marcha das Vadias?
Não é rea­lity show nem car­na­val. Organizamos a mar­cha para deba­ter o machismo que atinge a soci­e­dade bra­si­leira e algo por qual toda mulher bra­si­leira já pas­sou: uma piada ou o pre­con­ceito por mos­trar mais do seu corpo. Não é como no Canadá, em que o poli­cial foi lá e disse o con­ceito de mulher estu­prá­vel. Aqui esses con­cei­tos acon­te­cem todo dia, den­tro da nossa cabeça. Nós [as orga­ni­za­do­ras] já dis­cu­tía­mos essas ques­tões, pois sofre­mos com dis­cri­mi­na­ção com as nos­sas rou­pas desde sem­pre. A Marcha foi uma opor­tu­ni­dade de colo­car no mundo o que con­ver­sa­mos entre nós. Quando uma mulher usa uma roupa mais colada, vêm logo os comen­tá­rios, e isso acon­tece muito, todo dia. Até parece que é a roupa que faz o estu­pro. Não é assim. O estu­pro vem da psi­co­lo­gia do estu­pra­dor. Independente da roupa, ele quer ver a mulher humi­lhada, sen­tindo dor e horror.
Você acha que a Marcha ape­nas pegou carona na onda de outras mani­fes­ta­ções?
Acredito que ela veio pela von­tade de levan­tar poeira, pela neces­si­dade de ir à rua. Nossas ori­gens [os três são do Sul] tam­bém con­tam muito. Vemos mui­tos exem­plos legais na his­tó­ria da nossa região. Acho que temos essa garra de lutar pelo que não con­cor­da­mos e pelo que está errado. Minha esta­dia recente no Chile tam­bém influ­en­ciou muito a criar o movi­mento. Lá, eles vão para a rua pro­tes­tar, nem que sejam 20 pes­soas. Não é à toa que tem a cidade limpa e bem menos cor­rup­ção — e eles se orgu­lham disso. Aqui, a Marcha das Vadias veio para falar de como os homens enxer­gam as mulhe­res, e de como as mulhe­res enxer­gam as pró­prias mulhe­res: com machismo e muito preconceito.


Existe algum caso que você des­ta­que aqui no Brasil ou um exem­plo mais pes­soal de machismo?
O caso Geisy é o mais mar­cante no Brasil. Até per­gun­ta­ram se essa mar­cha não tem a ver com ela, mas não. Até seria legal se ela par­ti­ci­passe, pois a Geisy pas­sou exa­ta­mente por isso. Fizeram todo aquele movi­mento por um ves­tido curto na facul­dade. De caso mais pes­soal, vemos exem­plos todos os dias. Eu des­ta­ca­ria uma vez em que um cara deu uma inves­tida pesada em mim. Sou escri­tora, blo­gueira, atriz e já posei nua. Justamente por eu ser cabeça aberta e ter mos­trado o corpo ele for­çou a barra, dizendo que só por­que eu me expus eu deve­ria dar para ele. Também posso citar minha pró­pria famí­lia: o tra­ta­mento da mulher é dife­rente. Fui cri­ada no Paraguai, onde nasci, tenho pais de cabeça aberta que cri­a­ram minhas duas irmãs e os meus três irmãos. E ima­gina, até nela tinham dife­ren­ças de tra­ta­mento. Os meni­nos tinham mais liber­dade que as meni­nas. Mamãe dizia que a mulher devia se con­ter mais e pare­cer qua­li­fi­cada, mesmo que os homens que arru­más­se­mos não fos­sem tão “qua­li­fi­ca­dos” assim.


O que seria ser qua­li­fi­cada? O oposto da vadia?
Ser vir­gem, ser com­por­tada. É aquela regra que cos­tu­ma­mos brin­car, a regra de três. Você tem que dizer que só ficou com três caras na vida: o pri­meiro foi um namo­rado de mui­tos anos, com quem foi quase casada; o segundo foi um cafa­jeste e o ter­ceiro foi aquele para quem você está conhe­cendo agora.


Vocês rece­be­ram muito apoio? E crí­ti­cas?
Até agora, temos rece­bido mais crí­ti­cas posi­ti­vas que nega­ti­vas. Mas um pro­testo assim vai ser mal rece­bido entre os libe­rais e mais ainda por con­ser­va­do­res. Para mim, feio mesmo é a cor­rup­ção, as coi­sas do nosso país que não fun­ci­o­nam. Não se mos­trar e pro­tes­tar nas ruas.


Uma dúvida que mui­tos colo­ca­ram no Facebook é “com que roupa eu vou?”. Alguém che­gou a dizer que vai nu ou algo do tipo?
Teve gente que disse que vai na Marcha de rou­pão, para abrir lá. Assim é demais. O Brasil gosta de levar as coi­sas com humor, o que é bom, mas temos a ten­dên­cia de tudo virar car­na­val. E essa mar­cha não é um cabaré ou uma piada do Casseta & Planeta. É uma mani­fes­ta­ção polí­tica que tem sig­ni­fi­cado. Vivemos em uma Hollywood Tupiniquim, onde apa­re­cer e tornar-se artista é melhor do que fazer alguma coisa que traga mudan­ças. Salvo algu­mas exce­ções, a mai­o­ria das pes­soas pre­fere apa­re­cer a agir de forma política. Eu, por exem­plo, ia de cami­seta, pen­sei em várias fan­ta­sias… mas eu deci­dir ir mesmo é de Solange. Roupa curta, decote, coladinha.


Entrevista feita aqui em julho de 2011.




Algumas fotos:











05 maio, 2012

Sejamos pornográficos


Oh! Sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
Que o nosso avô português?
 
 Carlos Drummond de Andrade

Tenho me aborrecido muito com pessoas que interpretam, interpretam o tempo todo, dizem ser aquilo que não são...
Sabe aquelas pessoas que fingem gostar do que não gostam e o pior, fingem detestar aquilo que na verdade adoram?
Seja por conta da religião, dogmas, família ou quaisquer outros motivos, tenho sentido asco de presenciar falsos moralistas ao meu redor.
Ter bom senso, e saber portar-se é uma coisa.  Ser  "santarrão", ao ponto de considerar-se santo e por isso julgar o modo de viver das pessoas, é outra coisa bemmmmmmm diferente.
Ha algumas semanas chegou até mim  uns babados, que na verdade nem me interessava saber, mas como os "santos" também fofocam, (e eu embora esclerosada, nao tenho nadinha de surda) emprestei meus ouvidos para servir de pinico cristão.
Ja presenciei muitos escândalos no "santo lugar", e quer saber? Nunca me escandalizei com nenhum deles! 
Seria eu uma pecadora nata? Ou teria eu a mente cauterizada pelo pecado?
Quem sabe....
A verdade é que nao me surpreendo com as peripécias que todos estamos sujeitos a cometer.
Contudo, o que me aborrece profundamente, e a cara de madeira de muitas  pessoas em negar suas falhas, seus desejos, suas atitudes, e cometer tudo ali, caladinho, debaixo dos panos, enganando meia duzia de pobres cristãos com seu ar divinal.
Tô fora!!! Parafraseando Drummond, sejamos todos pornográficos! 
Docemente... 
Mas, pornográficos! kkkk
Qdo assumimos nossa humanidade e nossa carnalidade, deixamos de ser hipócritas para sermos íntegros, reais e honestos, conosco e com o próximo.
Que mal ha num palavrão? 
Que delicia um palavrão dito c vontade numa hora oportuna!!!  Seja qual for a situação (possível de dize-lo em voz alta para o mundo todo ouvir!)
Sou adepta da teoria que uma expressão considerada não muito adequada,nem sempre  desnuda  o caráter erroneo de quem o diz. 
Assim como, nem todos os que utilizam termos divinais, possuem integridade e pureza de coração.
Nem sempre a boca fala do que o coração esta cheio. Pois a mesma boca quem vejo bendizendo, vejo fofocando,  vejo dando indiretinhas, vejo praguejando e maldizendo pessoas e situações. 
Incoerente não???
 Presenciei e ainda ouço relatos de situações nojentas que jamais poderia imaginar que advissem de bocas tao santas e sem macula alguma!
Sejamos, terrenos ora essa!
Sejamos pessoas que evoluem como seres humanos...
Sejamos pessoas que se importem com questões mais relevantes ao nosso proximo...
Sejamos francos ao nosso desejo de mandar alguém ir à merda com vontade!!!
Sejamos lascivos e imorais, qdo tivermos a oportunidade de assim sermos, sem ostentar mascaras...
Sejamos pornográficos,  que de acordo com a etimologia da palavra quer dizer, devasso, expor, exportar.
Sejamos tudo isso! Desde que para isso, nao precisemos ser fingidos!
Bjs

*Pornografico é a representação, por quaisquer meios, de cenas, termos ou objetos obscenos destinados a serem apresentados em público. Com o intuito de despertar desejo sexual,o termo deriva do grego (pórne), "Prostituta", e grafico (grafé), representação.
Quase sempre o pornografico assume caráter de atividade comercial tambem sendo utilizada de forma coloquial, seja atraves de recursos audiovisuais ou termos chulos.
Poema na integra:

Em face dos últimos acontecimentos

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
Que o nosso avô português?

Oh ! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros,
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
Fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso a teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?






30 abril, 2012

Reflexão 1º de maio


 O 1º de Maio é um dia histórico dos trabalhadores em todo o mundo, marcado por inúmeras lutas e conquistas para diversas classes, e para a sociedade de modo geral. É necessário resgatar essa história e fazer do 1º de maio um dia de organização e luta dos trabalhadores!  Enquanto a mídia ignora seu significado histórico e celebra esse feriado, parabenizando os trabalhadores, mais um ano quero propor uma reflexão que vá além  das centrais sindicais que organizam comemorações e festas sem visão crítica ou  sem a minima busca por transformação.
Presencio muitas pessoas com discursos egocentricos de valorização e paixão pelo trabalho.
Confesso que por inumeras vezes reproduzi a famosa frase: vestindo a camisa!
Mas será de fato que o vestir a camisa, nos isenta e nos fazem neutros diantes das condiçoes trabalhistas, da valorização profissional e do respaldo financeiro do ambito de trabalho?
Frases do tipo: dou meu sangue pela empresa, visto a camisa, meu trabalho e meus colegas são minha segunda família, me fazem refletir sobre como romantizamos o dia a dia de um trabalhador e nos esquecemos dos seus direitos enquanto cidadão.
Essa semana ouvi de uma pessoa que esta deixando o emprego que estava ha 4 anos (diga-se de passagem, sem valorização profissional alguma, sem respaldo salarial digno e sem o minimo de pretensão de plano de carreira, trabalhando feito uma mula) que sentiria falta do gerente que era como um irmão para ela.
(Silencio para não dizer palavras improprias....)
Acho um absurdo, pessoas misturarem o bom convivio com afetividade no ambito profissional.
Eu particularmente, trabalhei num mesmo colegio durante 10 anos da minha vida, e os amigos quase irmãos, se tornaram meros conhecidos. O chefe que era considerado um amigo, se tornou um empresario com interesses e ambiçoes proprias, sem muitas relevancias afetivas e pessoais.  Guardo um carinho bem singelo dos anos que vivi junto a empresa, contudo, hoje busco deixar as consideraçoes antigas, mantidas estritamente pela força do convívio daquela epoca (pois não tenho contato com nenhum cristão que ali trabalha).
Sem pesares, foco nos meus interesses enquanto beneficiada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.
Ano passado, refleti nessse espaço sobre a dignidade e a oportunidade de possuirmos um trabalho.
Este ano, quero refletir sobre ate que ponto de fato vale a pena uma dedicação acrítica, não consciente que ultrapassa seus valores pessoais e seus direitos quanto cidadão.
Tolerancias em demasia com relação as necessidades da empresa, caracteriza um maternalismo inutil, pois a permissividade do trabalhador em aceitar sempre "quebrar um galho"  "dar uma maõzinha" e coisas do tipo, nao o valorizará profissionalmente. Antes, o autoritarismo maquiado de cordialidade se instaurará até o momento que o trabalhador (por necessidade da empresa ou não) será substituido por outra mão de obra.
Nesse primeiro de maio, desejo que possamos ser mais conscientes, e que nos convençamos que infelizmente nossa sociedade gira numa engranagem chamada capitalismo. 
Daí entao, a necessidade de papeis claros para se exercer os direitos e deveres enquanto trabalhador.
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Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff - Dia do Trabalho 2012

21 abril, 2012

Um brinde à Cultura e à Educação

Participei nesse final de semana do Salão Internacional do Livro, de Suzano,  que deu inicio no dia 13 deste mês e acontecerá até amanha, dia 22 de abril, no Parque Municipal Max Feffer.
De acordo com os dias que estive presente, posso garantir que o  evento  foi simplesmente fantástico.
Como amante da leitura que sou, não poderia deixar de citar nesse meu espaço o “maior evento literário do Alto Tietê”.
Além de contar com cerca de  aproximadamente 30 mil títulos, que puderam ser conferidos durante as 100 horas de programação, os espaços de cultura, alimentação e valorização de obras regionais, tambem estavam dignos de uma grande bienal.
Respeitando a diversidade dos visitantes, a programação contou com espaços voltados a adultos, jovens e crianças, como o Trajetórias Literárias, Encantos Pedagógicos, Espaço Criança, Visitação Escolar, Praça de Leitura, além de outras atrações.
Fiquei encantada com um estande denominado Ciranda Lilás,  onde haviam literaturas diferenciadas sobre questoes de lutas as quais abraço como fim do racismo, cotas para negros, valorização da cultura afro em seus mais diversos seguimentos, alem de reflexões e materiais sobre homofobia, e violencia contra a mulher. 
O olhar diante daquele acontecimento, fez-me refletir e ovacionar a figura do atual Prefeito Marcelo Candido e sua equipe de gestao, que há dois mandatos venho acompanhando seu empenho e investimento nas áreas da educação e da cultura.
Precisamos de pessoas comprometidas em investir e priorizar questoes que sejam  de fato relevantes à população.
Precisamos de um governo que governe para todos, que ofereça condiçoes e acesso a toda população em adquirir e participar de eventos como esse.
Estamos rumo a mais uma eleição municipal, que possamos olhar com clareza  e decidirmos por uma proposta politica que abranja a população de modo geral, que seja democratica, inves de midiatica.
Sou mogiana e parabenizo os suzanenses pela escolha de um representante que governa para todos.
Quem nao foi, ainda dá tempo....
Bjs








Entrada do Evento;




 Materiais Ciranda Lilás ( Homofobia, Igualdade Racial, Valorização Cultural e Violência contra a Mulher);







Presentinhos de tia ( Davi, Leonardo e João Pedro)












Cinco livrinhos novos pro acervo;

25 março, 2012

Mudando a fé ou será o foco?


Tenho refletido muito sobre a coragem de se quebrar com "alianças" que sempre declaramos que fizeram parte da nossa vida.
Muitos sabem que fui (como grande maioria dos brasileiros) criada num lar tendo por princípios morais a educação cristã.
Mae católica com raiz espirita e pai batista com grande apreço ao judaísmo, tive minha formação moral firmada nesses princípios.
Fui batizada, fiz primeira comunhão , confessei meus bárbaros pecados e comunguei como uma boa mocinha no auge dos seus 11 anos de idade.
Quando atingi minha adolescência tive felicidade (ou não) de conhecer "a verdade".
Verdade essa que me ensinou muito até digamos aos meu vinte e poucos anos. (Graças aos céus foram só vinte e poucos).
A questão é que fui uma boa moça, boa dentro dos padrões que aquele âmbito social exigia que eu fosse.
Orava, dançava, pregava e julgava. Tudo em nome de deus é claro. Buscando sempre dar o melhor testemunho daquilo que professava com minhas palavras.
Há alguns anos rompi com o compromisso com instituições religiosas, que sinceramente me tiraram um peso que ouvi a vida toda que se eu carregasse, tudo ficaria mais leve.
Certo dia um taxista amigo próximo da família, me questionou ousadamente(como faz todo crente) se o fato de eu nao professar mais nenhuma forma de religião, era devido ao meu diagnostico de Esclerose Múltipla?
Eu sorri e disse que graças aos céus meu descontentamento e minhas conclusões haviam chegado ate mim, antes mesmo da doença.
Não contente, e cheio de verdade divina, ( cá entre nós, também tipico dos fiéis a pregação do evangelho), me questionou se eu nao temia ser a mão de deus pesando sobre mim com aquela doença, devido a minha decisão de nao frequentar mais a igreja?
Novamente, eu tive que sorrir e responder que se estivéssemos tratando do mesmo deus, poderia ser que sim.
Afinal Jó era justo e perdeu tudo. Abraão teve sua fé provada ao ponto de ter que se dispor em matar o próprio e único filho Isaac. Criancinhas inocentes foram mortas com enxofre do céu lá em Sodoma e Gomorra, e se nao bastasse a mulher de Ló virou uma estatua de sal por um momento de curiosidade em saber o que se passava as suas costas, e que gritos eram aqueles, porque tantas crianças choravam como se estivessem sendo queimadas vivas?
Se o proprio criador do ceu e da terra havia matado um montão de gente numa chuva lascada q não parava mais. Quem era euzinha pra estar de fora dessa ira toda?
Mas na verdade respondi que acreditava que não. Afinal esse não e o deus que eu creio.
Observando alguns comentários que tenho ouvido e refletindo sobre algumas posturas, fico pensando como as coisas mudam...
Ironicamente ou não, "graças a deus" que mudam.
Novas prioridades estabelecem-se na vida das pessoas, dando-as a oportunidade de romper, de serem livres e de priorizarem aquilo que de fato seus corações sempre estiveram desejosos.
Nao julgo nem estabeleço juizo sobre a profissao de fé de ninguem. Assim como não aceito opinioes sobre minhas condutas atuais.
Cada um sabe de si. Sabe o alivio que é e o prazer que se tem de não se sentir incluso em determinados discursos, chavões e conceitos.
Puramente pessoal e subjetivo, é o caminhar do individuo de acordo com aquilo que seu coração teve por tempos medo de traçar.
Estou tão feliz, por saber que na minha fraqueza, sinto a presença do sobrenatural que me assiste e me sustenta. Nao porque sou eleita, nem tampouco merecedora.
Não pq meu credo é melhor ou mais verdadeiro do que dos demais. Não porque minha vida de santidade é irrepreensível, nem tampouco pq minha oração alcança o coração de deus movendo suas mãos em meu favor.
Mas porque desejo e respeito meu próximo como a extensão divina daquilo que também se manifesta em mim.
Sem verdades únicas, mas com o respeito fundamental pra se exercer qualquer discurso que tenha por base o amor.
Boa semana!
Bons ventos para nós!
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Àqueles que desejam postar quaisquer comentários sobre esse post sintam-se livres, Contudo, favor identificar-se. Afinal é um texto um tanto polêmico,pois expressa uma visão pessoal e que para contar com minhas considerações, peço por gentileza que não permaneçam no anonimato ao expor suas ideias, argumentos ou criticas.
Embora esse seja um espaço aberto e democrático, discuto ideias, e não pessoas.
Quaisquer comentários preconceituosos e exclusivistas independente de religião (como ja tive o desprazer de ler por aqui) irei dar-me o direito de excluí-los.
Abraços...





16 março, 2012

Pernas pra que te quero!

Segundo o Aurélio, a expressão "Pernas, para que te quero!" tem a seguinte definição: "Fam. Exclamação (gramaticalmente incorreta) que indica a ação de fugir correndo ante um perigo.


Pra mim essa definição tem um sentido todo impar, subjetivo e especial.
Quero minhas pernas pra muitas coisas.
Talvez, não as precise pra correr (embora em determinados momentos , confesso que me seria muito util se elas assim ainda fizessem).
Hoje olho pras minhas pernas com a singeleza e a gratidão de quem é feliz por andar algumas miseras centenas de metros.
Durante a parada de tres minutos num semaforo (lugar onde as reflexoes me sobreveem de maneira espetacular), observei a pressa de algumas pessoas, a lentidão de outras, algumas com aquela corridinha basica que todos sempre fazem ao atravessar a rua.
Todos. Menos eu!
Como ja disse em outro post, hoje em dia ando como quem passeia pela vida. Sem pressa, um tanto desequilibrada, e por vezes precisando da minha pernoca reserva(minha muletoca rosa).
Meu lance com as minhas pernocas, é uma estoria meio complexa.
Passei por algumas fases, onde umas ja foram superadas e outras ainda continuam a me atemorizar.
Minha mãe acha graça quando olho pras pessoas e estabeleço comentarios do tipo:
- olha eu poderia ser gordinha assim! Mas como anda bem!!! (quem me conhece sabe, que travo uma luta constante c a balança)
- nossa essa velhinha tem o quadruplo da minha idade, e anda melhor que eu!
Ou então, quando avisto aquelas pessoas q ficam em pé no sinal o dia todo com cartazes ou bandeiras de propagandas...
Meus olhos se enchem de graça e nao tem como nao dizer:
- "benza" a deus que perninhas fortes!
Hoje minha luta diaria pra fortalecer minhas pernas é por pura questao de saude; é um compromisso que tenho comigo mesma.
Embora seja mega preguiçosa e deteste exercicios fisicos, sei da importancia da minha ergometica, meu yoga meus exercicios de pilates e minha fisio.
Talvez, pra muitos de voces esse meu post, seja uma grande bobagem. Mas se vc leitor anda bem, nao tem mobilidade reduzida como eu, e nao se dá conta de quao especial é nao ter limites a serem alcançados pelas suas pernocas, bendiga aos céus e não murmure por cansaço ou por problemas esteticos.
Hoje vejo quão futil fui em determinadas posturas que só agora me dou conta de como ser essencia e infinitamente melhor q ser aparencia.
Que os ceus abençoe quem tem o funcionamento das suas pernocas perfeitamente bem, e que os deuses ajudem a pessoas que como eu, necessitam adaptar-se e reler-se num cenario sem muitas correrias , antes passos de viajantes do mundo, sem pressa e sem afobação!
Beijos

"...ANDAR COM FÉ EU VOU QUE A FÉ NÃO COSTUMA "FAIÁ"..."

" ANDO DEVAGAR PORQUE JA TIVE PRESSA, E LEVO ESSE SORRISO PORQUE JA CHOREI DEMAIS..."


12 março, 2012

Companheiro de lutas e bandeiras

Só o tempo, a releitura de valores, o traçar de novas prioridades, são capazes de nos fazer contemplar aquilo que desejávamos que sempre tivesse feito parte da nossa vida.
Ontem, domingo, fui à exposição da Índia, (que estará acontecendo ate dia 24 de abril no Centro cultural do Banco do Brasil, em SP.)

Mais uma vez, pude contar com a fiel companhia do William, que tem se mostrado de uns tempos prá cá, o homem mais
flexível e desprovido de todo tipo de preconceitos.
Sempre o admirei por suas concepções politicas, seus valores morais, seu esforço com relação aos estudos e sua vida profissional. Contudo nunca escondi dele, nem de ninguém, que sua postura qdo descobri meu diagnóstico , não foi nada fácil.
Me vi pra trás,estagnada. Enquanto a vida de todo mundo continuava, (inclusive a dele), a minha continuou ali parada , inerte, num mar de lagrimas e pipocas. ( quem sabe da estoria das pipocas ira entender).
Qdo ele decidiu rever suas prioridades, muita coisa ja havia acontecido. Mtos aborrecimentos, muitos pesares, muitas decisões.
Mas o que eu quero compartilhar hoje, é a minha felicidade de te-lo ao meu lado em algo que em outros tempos jamais o teria.
Tenho contado com seu apoio e incentivo para muitas decisões que certamente me fazem um bem imensurável.
Vejo que me ver bem e feliz tem sido pra ele questão de honra, sua maior prioridade.
Temos um amor que supera interesses pessoais, sentimentos de posse ou qualquer coisa do tipo.
Sempre fomos livres de opiniões alheias e de dogmas presentes em religião ou convenções sociais.
Viemos conversando durante o caminho de volta, sobre frustrações, angustias, prioridades, mudanças, e concluímos que se não amadurecêssemos com esses contratempos nada seria proveitoso.

Precisava dedicar esse espaço hoje , para agradecê-lo pelo dia de ontem. Pelos risos, pelos comentários sussurrados ao pé do ouvido durante uma explanação que na opinião dele era absurda. Pelos chavões que sempre fizeram parte da nossa vida, e como tínhamos o habito de "endemonizar" tdo.
Precisava agradece-lo pelas novas versões que criamos de algumas musicas do passado e que viemos cantando no caminho.
Pela surpresa em questionarmos a guia com relação ao pavilhão q estávamos e ela nos dizer q estávamos no pavilhão de exposição da India! Hein? Jura ? Nao me diga!!! kkk

Preciso dizer que não sei e nao consigo amar de outro jeito que não seja o nosso. Que a liberdade que ele sempre me deu, me faz honra-lo e respeitá-lo acima de qualquer coisa. E que embora tenha feito questão muitas vezes de opiniões alheias, hoje eu quero mais é q danem-se aqueles que usam o tempo pra falar de nos.
Amo ser sua amiga, companheira de lutas e bandeiras com quem divido (mais do que nunca) minhas lagrimas, meus risos e meus mantras.kkk
Infinitamente obrigada, NEOQEAV.





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04 março, 2012

A Invalidez está na alma!

As vezes me lembro de um amigo la de Recife, me dizendo "Nega, tem muita gente andando por ai, cheia de autonomia que são muito mais invalidas do que pessoas com dificuldades físicas ."
Sempre me lembro disso. E essa recordação sempre me aquece o coração, pois me faz olhar pro quanto minha essência, meu coração, minha visão de mundo é superior as minhas pernocas (nao tao fortes como antes), as minhas limitações.
Nunca tive alma derrotista, sempre me orgulhei do meu intelecto não preconceituoso, dos meus conceitos não exclusivistas.
Me orgulho de quem sou hoje, e luto pra que a futilidade, a vaidade, a inflexibilidade e a frustração não estejam atadas ao meu pescoço como adereços que fazem parte da minha identidade, da minha personalidade, do meu caráter.
Hoje em dia , meu amor é livre, sem amarras, sem cadeias, e diferente do que muitos podem pensar ou desejar, isso me faz completa pela essência de quem sou.
Minha felicidade não esta nas circunstancias. A encontro nos momentos em que a vida me da a oportunidade de ser mais gente, mais integra, mais eu. Tenho a ousadia de estar com quem desejo estar, e me abster de pessoas que considero não me acrescentar nada de proveitoso.
Tenho travado uma luta constante com meu equilíbrio físico.
Têm dias q acordo perfeitamente bem. Mas tem dias que o calor, a fadiga e a necessidade da minha muletoca me fazem perder o humor.
As vezes sinto minhas mãos sem a força devida que necessito pra atividades simples, as formigas que insistem em apreciar meu corpinho e coisinhas características da própria patologia de Esclerose Múltipla.
A questão é: será que vou me acostumar?
Quem me dera se eu tivesse a alma de hoje com o corpinho da Dazinha de antes.
Pra ser sincera, acredito que isso jamais seria possível!
Olho pro contexto em que eu vivia anteriormente e não consigo encontrar os valores que tanto me orgulho de ter e defender hoje em dia.
Tem sido um grande desafio pra mim me repaginar, e me adequar às minhas novas e por hora momentâneas limitações, afinal graças aos céus nenhuma delas têm me afligido de modo permanente.
Por mais que a luta seja travada diariamente, sei que meus valores estão imensuravelmente prioritários a quaisquer dificuldades que meu corpo físico possa atravessar.
Me emocionei muitíssimo vendo essa cena da novela "Viver a Vida", em que a protagonista se vê diante de uma nova vida cheia de limitações pra coisas tão corriqueiras que ate então, faziam parte do seu dia a dia.
Não estou comparando de forma alguma meu diagnóstico com a falta de autonomia apresentada no capitulo, (afinal o caso da moçoila foi um acidente q a deixou tetraplégica, e a esclerose múltipla, embora seja degenerativa, tem um curso de progressão diferente pra cada paciente) o que parei p refletir, foi sobre a capacidade ímpar que todos nós temos de superação, ainda que a principio pareça algo impossível.
Parei pra pensar sobre a tentativa de esforçar-se para olhar as circunstancias com nosso melhor olhar, sem a ideia de comodismos, mas sim de adaptação, de coragem, de desafio.
E pra abrir meu coração, e ser um pouco egocêntrica em minhas opiniões, já não me cabe mais, ver pessoas gozando de boa saúde física e psicológica, presas às situações que as impedem de locomover-se sem pesares diante das surpresas q a vida proporciona.
A vida é feita de constantes começos e recomeços e só ficam paralisados diante deles quem sofre de paralisia na alma.
Graças aos deuses, esse não e o meu caso. E desejo profundamente que também não seja o caso das pessoas que amo e que assim como eu, possuem uma doença nada fácil de lidar como a minha. <3

Espero que se permitam assistir essa cena. Meu arcanjo " Miguel", anjo por presente e não por vocação tem ouvido minhas preces e me ajudado a ter discernimento e coragem pra seguir em frente.







23 fevereiro, 2012

Eu quero, oras!

Sempre quis muitas coisas.
Coisas simples, coisas bobas, coisas fáceis...
Mas muitas coisas.
Devido a necessidade de se viver um dia de cada vez, um milagre por dia, passei a traçar por meta coisas simples do meu querer.
Tudo a curto prazo.
Ha quem diga que traçar promessas de inicio de ano e como prometer começar dieta na segunda feira. Na maioria das vezes acabamos por não cumpri-las.
Tenho estabelecido mudanças pequenas, nada do tipo de vender tudo o que tenho e sair defendendo a caridade junto aos monges tibetanos.
Certa vez ouvi, que o ANO NOVO de uma pessoa, começa no dia em q ela faz aniversário.
Novos sonhos, novas metas, novas conquistas.
Mês que vem é meu aniversario, e eu comecei a pontuar minhas metas de "ano novo".
Fechei pra balanço, ponderei situações, eliminei coisas por se resolver e resolvi questões inacabadas.

To no processo de enfeitar a casa, colocar tudo em ordem e aguardar a contagem regressiva.
Todo ano, desde criancinha, estabeleço uma listinha com coisas que gostaria de ganhar no meu aniversário e entregava em mãos pro homem que poderia tornar todos aqueles pequenos desejos realidade. Meu pai.
Desde que ele faleceu, ou seja ha 10 anos, eu nunca mais pautei minhas listinhas.
E ontem durante uma arrumação de gavetas encontrei um papelzinho datado com o ano de 1989.
Tinha apenas 5 itens. (Eu era bem menos exigente)
  • um lápis da moranguinho com borracha e cheiro de tutti frutti;
  • um álbum de figurinhas da moranguinho;
  • um estojo de lata;
  • uma Barbie;
  • e uma caixa de bombom pra comer sozinha;
Nao me recordo se ganhei o lápis e o álbum, mas tenho nítido na memoria a cor , o modelo as repartições do meu estojo de lata.
Me lembro bem, que a Barbie nunca chegou, era muito cara, e que durante alguns anos, meu desejo era substituído por outras bonecas.
Quanto a caixa de bombom, foi inevitável não rir do meu desejo.
Minha irmã Andreia, havia a pouco iniciado um namoro, e tudo que ela ganhava do namorado, eu acabava ganhando do meu pai.

Durante um bom tempo, ganhei flores, chocolates, e bichinhos de pelúcia. Era um meio que meu pai encontrava pra eu não mexer nas coisas da minha irmã.
Foi um momento de carinho relembrar aqueles detalhes todos.
No verso de uma agenda antiga, comecei a listar meus quereres. Durante a elaboração da minha lista, lembrava do meu pai dizendo, não adianta pedir coisas caras, porque isso papai não pode dar.
Logo, fui obrigada a apagar meu primeiro item.... um anel de diamantes. kkkk
Essa minha lista de desejos, contem coisas mto prováveis e possíveis de se ter. Contudo, a antecedência em cria-la me fez lembrar de que meu pai se preparava e eu ansiava pelo dia 10, dia de pagamento, em que meus sonhos começariam a se tornar realidade.

Ouvia o mês todinho, quando questionava se ja havia comprado meu presente: "Só depois do dia 10".
Minha lista esta aqui, não tão pequena como antes.
Mas ja decidi, que depois do dia 10, eu mesma me darei cada um desses itens. Talvez nem todos durante o mês de março, afinal ainda estamos em fevereiro e terei um Ano Novo inteirinho pra realizar cada um desses meus desejos. Até estabelecer a lista do ano que vem.





















Algo referente ao Saci Pererê; rs















    Um vasinho de cactos;














    Uma mandala com espelho;






















    Uma mudinha de ipê amarelo;





















    Um CD com mantras hindus, de preferencia que saúdem Ganesha;






















    Um buquê de flores; (ou uma florzinha roubada mesmo)













    Revistas Cripto e passa tempos; rs (gosto é gosto oras!!!)























    Algo referente a Sereia, Iemanjá;




















    O livro 'A gaiola" de Marcia Willett





















    Um vaso de pimentas;



















    Um terço hindu;

    Gostos singelos num acham??? kkkkkkk
    Bjos à todos, CARPE DIEM!