Questão de pele... (minhas tatoos)

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14 dezembro, 2010

Novo Capítulo


Eu chorei...
Qto mais o avião subia mais eu chorava.
Um medo de deixar aquilo tudo de alguma maneira pra tras, fazia com que eu nao contesse as lagrimas. Parti com certezas, permeadas de incertezas, que inevitavelmente tendem a me acompanhar.
Se ao menos soubesse que ali,bem dentro da minha mala estivessem alem dos objetos e das lembranças, o cheiro, o gosto o sol.
Não consigo explicar a familiaridade, a intimidade, o convivio, a liberdade e o acesso que vivi nos ultimos dias.
A sensação é de que sempre fiz parte daquele contexto, mesmo sendo tudo tão diferente do habitual pra mim.
Não queria voltar. (Desculpe mãe, desculpe Juca ,mas preciso abrir meu coração)rs
Quando páro pra pensar na bondade e no cuidado de Deus em minha vida nesse tempo, nao posso deixar de reconhecer aquelas pessoas como prova disso.
Se pudesse pararia o tempo, a noite...
O sopro do ventilador, o corpo quente e suado.
Pararia o tempo no instante do riso, do dengo, do café da manha com "pao de papelão" e suco de soja.
Até no inusitado, na preocupação, e nos pedidos de desculpas necessarios ao momento, o coração sentiu diferente. Era como se ja tivesse vivido aquilo.
Uma vontade de cuidar e de viver, como se aquilo tudo fosse meu, como se ja me pertencesse.

(...)

Eu vou...é uma decisão!Começo um novo capítulo!
Abro mão dos esboços, lanço mão do lapís para escrever a tinta.
Pessoas mudam, planos mudam, novos caminhos aparecem.
Capitulos se findam, e novas ocasioes dão origem a outros novos capitulos.
O livro continua a ser escrito!É necessario que continue, que seja assim.
Tapo a boca do medo...e sigo escrevendo....
E inicio esse novo capitulo do meu livro da seguinte forma:
"Uma relação não se faz com perguntas, há de dar o chute inicial e deixar o jogo acontecer (...)"
Que aconteça então...

27 novembro, 2010

Calor, insônia e um pouco de Clarice Lispector ...

Sempre me fascinou a inquietude com que Clarice Linspector expressava seus sentimentos, sua angustia, seu jeito de amar e ver o amor.
Um misto de depressão e doçura, que na medida certa, faz com que eu me identifique ao ponto (ousado) de fazer de suas palavras as minhas.
Madrugada, calor, insonia, silêncio, solidão, angustia, paixão e esperança, dividem comigo o espaço da cama, a luz do abajour e o sopro do ventilador.
Espero que curtam as frases que nesta madrugada de corpo presente e alma longe, longe... selecionei.


"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação."







"Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente:excrucitante."





"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."






"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."







"Que medo alegre,o de te esperar."








"O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se entendesse."







"Por enquanto estou inventando a tua presença..."

"Ter nascido me estragou a saúde."







"Renda-se,como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."








"A palavra é meu dominio sobre o mundo."